segunda-feira, 17 de março de 2008

You´re leaving on a jetplane..don´t know if you´ll be back again...

Johnnyboy do meu coração
Fui passar o fim de semana a um vale recôndito
esquecido e quase perdido no meio das mil montanhas
da ilha de Santo Antão...
Se para mim é algo de longe...imagino que para ti ainda seja mais...
Pensei tanto tanto tanto no meu Xunga que nem sabes.
Start spreading the news....
That you´ll be very happy in NY...
And i´ll certainly visit you there...
And I´ll find you happier and very successfull...
Johnnyboy my love
You´ll be just fine.
Blow kisses down Boadway for me.
Go for dinner at Giorgionne, on Spring with Greenwich on Tribeca.
Go get some weed on 148st with 7th Av...Harlem rules!
Go see decadent movie stars at APT...14 and 9th...lembras-te daquela vez?
Go for a walk on Park Slope Garden in Brooklyn
and visit Dona Rosa in Astoria-Queens
Have a bruch at Brasserie Maison on 53rd with Broadway...
dont forget the Bloddy Mary
scrambled eggs with pepper
bagel with cream cheese and a pack of american eagles...
E quando for eu a te visitar, terás milhares de novidades...you´ll be just fine.
beijos meu amor, boa viagem.

João, que sigas...a traduzir-te por aí.

domingo, 16 de março de 2008

Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!

quinta-feira, 13 de março de 2008

Não saber quando regresso ou mesmo sequer se regresso faz com que, por estes dias, a dificuldade resida em conseguir que cada momento não resvale para qualquer coisa de mais emocionante, porque mais definitivo (pelo menos visto do lado de cá ainda sem ter partido). Um simples café afinal é uma festa. Só o acto de pedir um cafézinho sabe tão bem. Tenho já saudades de uma língua que daqui a uns dias ficará para um segundo plano.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Perguntam-me se ando muito nervoso pela viagem que se avizinha. Respondo que não. Estranham. Os outros e eu. Depois apercebo-me que toda a vida tenho andado num registo de véspera de partida sem ter data marcada. Agora com a o bilhete no bolso, tudo parece mais normal.

domingo, 9 de março de 2008

Um dia quero não ter pressa de ir para um lugar onde não tenho de estar.

domingo, 2 de março de 2008

Do afecto.

Como podemos saber ser excessivo para alguém o nosso dar?
E sabendo-o excessivo, como o não dar assim.
Excessivo?
O momento...
Aquele em que sentimos a respiração fria e ofegante da loucura na nossa nuca e em que, julgamos ter nas mãos o poder de decidir se embarcamos ou se continuamos a fingir que somos normais.

sábado, 1 de março de 2008

A que é que vocês se agarram quando uma conversa com alguém, deixou há muito de ser interessante e, por razões que a própria razão desconhece, é absolutamente necessário continuá-la?

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

mais uma pró ar.....

Porque é que mesmo estando apaixonada,
e completamente over o meu ex..
custa-me tanto vê-lo com outra...?
Isso queria eu saber....
Já não o quero...nem nada que se pareça...

Mas detesto cada centímetro da outra que nem sequer conheço e provavelmente é muito boa pessoa senão não namorava com ele...

Quem sabe? Eu cá tenho a minha teoria mas não quero influenciar ninguém...

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Haverá um tempo exacto para olhar nos olhos de uma pessoa, que nos é apresentada pela primeira vez, de forma que não se torne constrangedor para as partes envolvidas?

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

É muito mau suspirar de alívio por não ter esbarrado em nenhum vizinho desde a porta de casa até à porta do prédio?

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Infelizmente, fingir que não se reparou em alguma coisa, é muitas vezes a única saída.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

nunca esqueci o teu nome. disseram-mo antes de ti. numa noite de há cinco anos atrás.

com ele, a tua idade (trinta e poucos anos) e o crédito dos teus dias e noites. vendias o corpo para sustentar dois filhos e um marido toxicodependente.
conheci-te logo de seguida. os teus olhos verdes, banhados de armagura. eras então muito mais velha do que minutos antes, quando soube a tua idade. a tua face enrugada. as tuas vestes tresandando a esperanças perdidas. e sorriste, com todos os teus dentes podres. sorriste.
de todas as mulheres que conheci, num trabalho final de curso, foste aquela de quem trouxe o nome e o rosto.
e hoje do lado de cá do vidro, esbarro na rua contigo. eram três da tarde. estavas sentada no mesmo Largo de há cinco anos. onde continuas à espera de um qualquer cliente. novo, habitual.
fazer render o dia, vendendo a tristeza dos teus dia a retalho. e com ela o teu sexo.
não sei dizer-te porquê Rosa, mas o teu nome hoje andou comigo pelas ruas. fez eco dentro de mim.
tu. mulher, de olhos verdes, mulher.
nome de flor, mulher.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

boomp3.com

Cabo Verde, 1988
Graça Morais

PARABÉNS, Maria :)*


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Chegar

Tirar os graus

Farejar

Olhar

Adaptar

Retrair

Expandir

Entrar

De novo retrair

Tentar relaxar

Não conseguir

Respirar

Fundo

Agora sim, descontrair

Não muito

Parar

Imobilizar

Completamente

Insegurança

Sentir a quietude total como ameaça

Não saber o que se teme

Tremer

Voltar a mexer

Os movimentos a devolverem o conforto

Voltar a tremer

Saber que não é de frio.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Querida Avó,

Apareceste-me esta noite no regaço de um sonho, com o avental à volta da cintura, gordinha e a cheirar a canela e limão, como vinhas sempre abraçar-me.
Na última noite antes do acidente da tua partida, dormiste comigo. Lembras-te?

Na minha cama; nos lençóis coloridos dos meus doze anos.
Esqueceste a tua escova de dentes na minha mesa de cabeceira. E não vieste mais buscá-la. Escondi-a no fundo da gaveta durante algum tempo. E os lençóis...Disse à minha mãe que já não tinha idade para dormir em lençóis com ovelhinhas e nuvens. Eram os que mais gostava!
Nunca tinhas dormido comigo antes. Vieste nesse dia ajudar a tua filha a cozinhar e ficaste, porque já era tarde.
Nos dias que se seguiram, nos muitos dias dos anos que se seguiram, li esta coincidência como uma espécie de mau presságio. Será que tinhas partido, porque tinhas dormido comigo?
Tu, que nunca tinhas dormido comigo antes!
Cresci com o itinerário da tua partida marcado em mim, na rota da minha cama e dos meus medos.
Tu sabes, avó, que a morte havia já por outras vezes habitado a minha almofada de criança.Não foste a primeira a partir.O tio e a prima...Tu estavas lá para me abraçar.

E não podia falar com a minha mãe. Lembro o prado inundado de lágrimas que eram os seus olhos. Não queria que eu estivesse ao seu lado, para não ter que esconder os soluços. Passado algum tempo, talvez pudesse ter falado, mas fazia tudo para não acordar nela a dor da tua ausência sempre tão presente.

"Como és parecida com a tua avó, filha".
E de repente um sorriso nas minhas bochechas. Ouço esta frase repetidamente.
Ainda mais nos dias em que como fruta e mais fruta e tanta fruta.
Se estivesses aqui, avó, poderíamos de vez em quando escapulir-nos para debaixo de um qualquer pomar.Era um lugar só nosso. Eu sentava-me no teu aconchego e fazíamos uma salada de fruta e poemas, de poemas e fruta.
Recordo tantas vezes as palavras que tinhas sempre para me dizer à volta do teu fogão.
Tenho a certeza que se gosto tanto de poesia é por ti, avó.

Fiquei tão feliz que tivesses aparecido. Queria tanto dizer-te que hoje sei que me escolheste. Que foi a mim que quiseste dar o teu último colo. Não, não foi coincidência teres dormido comigo. Já não tenho mais medo, avó. Agora é com ternura que recordo a tua última noite nos meus lençóis coloridos. E se pudesse, vestiria novamente a minha cama com eles.
Hoje vou colocar um avental dos teus para te abraçar à volta do fogão.E da próxima vez que apareceres, vou ter uma taça de cerejas à tua espera.Ou então,vamos de mão juntas passear pelos pomares.
Gosto tanto de ti avó.
A tua neta.